sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Resenha #54 Desejo à Meia Noite (Os Hathaway #1)

Título: Desejo à Meia-Noite
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 272 páginas
Classificação: 4 estrelas

Sinopse: Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. 

Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.

Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?


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Comecei a ler romances históricos há pouco tempo. Iniciei com Julia Queen, adorei, e me tornei uma admiradora desse gênero, que me arrancou muitos sorrisos. Uma leitura leve e agradável que recomendo a todos. Essa repaginada que a Editora Arqueiro deu nos chamados romances de banca, que nunca tinha chamado minha atenção, acabou chamando a da minha mãe que, quando viu a capa de O Duque e Eu, resolveu me presentear. Agora, me aventurei na família Hathaway, e não me arrependo.


Amelia é uma moça determinada, e um pouco desiludida, que tomou para si a obrigação de cuidar da família após a morte dos pais. Controladora, e até um pouco teimosa, Amelia as vezes parece uma mãe para os quatro irmãos. Win tem a saúde frágil; Bea tem lá seus probleminhas; Leo, o único homem, é um bocado problemático; e Popy, bem, essa parece ser a única que não é o alvo das constantes preocupações de Amelia.

Quando seu irmão mais velho herda o título de Visconde, um título que detêm uma fama um tanto sinistra, a família se muda para a propriedade herdada,  Amelia vê nisso um novo começo para eles. Se não bastassem os problemas do irmão, encontram a casa em um estado bastante lamentável.
Em uma de suas incursões pelas terras vizinhas à sua propriedade, Amelia dá de cara com uma pessoa que jamais achou que veria novamente, e que a deixou um tanto desorientada da ultima vez que o viu. O meio cigano, Rohan, que a auxiliou uma vez em uma das caçadas atrás de seu irmão inconsequente, pelas ruas de Londres.

"Ele era grande demais, estava perto demais. Nervosa, Amelia tentou organizar seus pensamentos, mas eles estavam espalhados como fósforos que tivessem acabado de cair da caixa... e então Rohan ateou fogo neles quando seu hálito atingiu o rosto dela."

Isso poderia dar em nada, se não fossem os constantes problemas em que Amelia e sua família se veem envolvidos, e o desejo de ser útil de Rohan, que aproxima os dois cada vez mais, até que seja impossível recuar, tamanha a atração e sedução.

"Diga-me, Srta. Hathaway... o que faria se fosse convidada para um passeio à meia-noite sobre a terra e o oceano? Escolheria a aventura ou a segurança do lar?"

Apesar de tudo isso, Amelia não fica naquele deslumbramento todo. É uma moça forte e decidida, que reluta um pouco diante das investidas de Rohan, e que não faz drama. Aliás, ela ganhou um pouco a minha admiração por seu posicionamento após um acontecimento que, para um romance de época, eu não esperava.

Eles tem suas reservas e precisam decidir o que realmente querem, e passar por cima do orgulho que ambos têm, devido a relações do passado e modo de vida.

Eu me encantei por quase todos os Hathaways. Popy é uma fofa; Win, apesar da saúde frágil, tem seus encantos; Bea é cheia de vida. Leo me irritou um bocado, devido a mudança de seu comportamento, depois de um certo acontecimento que o abalou muito. Ele só apronta e isso parece nunca ter limites. Fiquei apreensiva, ele poderia arruinar ainda mais essa família que já teve sua cota de azar. Não posso me esquecer de também de mencionar um certo personagem que não é bem membro da família, mas é como se fosse: Merripen, um cigano imponente e reservado. Ok, esse me intrigou desde que foi mencionado um detalhe da sua história, e me lembrou um pouco do Morro dos Ventos Uivantes e eu sabia que seria meu personagem favorito, porque será?

Eu nem preciso dizer que adorei o livro, né? A história não fica só focada no romance principal. Temos o ponto de vista tanto de Amelia quanto de Rohan, vamos conhecendo e tendo informações sobre os demais personagens que nos deixam ainda mais curiosa com os outros livros e como as coisas vão acontecer para eles, afinal se trata de um desses romances clichês que já sabemos mais ou menos como se desenvolve.

Um pitada de superstição, sobrenatural e curiosidades ciganas, como costumes e até algumas palavras na língua dos rom, que aguçam ainda mais a curiosidade e aumenta o interesse pelos personagens Rohan e Merripen.

A Editora Arqueiro está de parabéns por trazer mais uma autora que me divertiu muito e cumpre o que promete nesse gênero. Indico Lisa Kleypas, essa serie não pode faltar na estante de quem ama romances históricos.


Agora vou correndo começar Sedução ao Amanhecer, porque Merripen chegou.








Cam Rohan





Amélia