segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resenha #160 Redoma

Título: Redoma
Autor: Meg Wolitzer
Editora: Globo Alt
Páginas: 287
Classificação: 3,5 estrelas

Sinopse: Considerado o melhor livro jovem de 2014 pela Time se inspira no clássico autobiográfico de Sylvia Plath para falar sobre a dor da perda e a busca pela aceitação na adolescência
Se a vida fosse justa, Jam Gallahue estaria vivendo sua vida tranquila em Nova Jersey, assistindo a séries de comédia e abraçando seu namorado, Reeve Maxfield. Ela não estaria infeliz e sem vontade de se levantar da cama, nem estaria em um internato para adolescentes “emocionalmente frágeis”, com uma colega de quarto esquisita. Mas a vida não é justa, Jam perdeu seu primeiro amor e está completamente perdida.
A mudança de escola parece a única possibilidade de recuperação para a garota, que passou quase um ano mergulhada em tristeza. No entanto, ela odeia a nova rotina e decide levar tudo com o menor esforço possível. Por isso, Jam fica bastante surpresa quando descobre que foi selecionada para a exclusiva e lendária aula de “Tópicos Especiais em Inglês”, da misteriosa Sra. Quenell. A turma tem mais quatro estudantes, todos com histórico de traumas ainda piores que os de Jam. Mesmo assim, a professora parece não se importar com a fragilidade de seus alunos quando escolhe o livro que trabalhará durante o semestre: A redoma de vidro, de Sylvia Plath. O romance, que narra a série de eventos que levariam a estudante Esther Greenwood a um colapso nervoso, parece a opção mais improvável, e talvez inadequada, para adolescentes que ainda estão superando experiências difíceis.Além das discussões sobre o livro, cada aluno tem a tarefa de escrever em um diário entregue pela professora. E é esse trabalho que leva Jam e seus amigos desajustados à Redoma, um lugar misterioso onde o passado pode ser revivido, e cada um dos alunos pode rever sua vida antes do momento traumático que levou ao internato. Repleto de referências ao clássico de Sylvia Plath, Redoma é um romance sobre o primeiro amor, o sofrimento profundo, o amadurecimento e os problemas de aceitação na adolescência. É também uma história sobre como a amizade pode ajudar a superar os piores traumas da vida.


Olá galera, eu disse que tinha voltado a ser a frenética dos livros rsrs e hoje já estou de volta com mais uma resenha! Sim, esse segundo semestre promete ser bem produtivo em relação ao atraso com as leituras rs.

Hoje vou falar sobre Redoma, um jovem adulto escrito pela Meg Wolitzer e que causou muito burburinho em 2015. Logo quando vi a Globo Alt anunciando, fiquei bastante curiosa e acabei ganhando de presente no amigo secreto (aqueles de fim de ano rs), mas só agora tive a oportunidade de me dedicar a leitura, e foi uma experiência bem interessante.

Primeiro de tudo, Redoma não era nada do que eu imaginava. Já tinha lido a sinopse e sabia que a personagem principal tinha passado por um trauma etc. Mas o livro é mais do que isso.



“Cada um de nós tem apenas uma voz. E o mundo é tão barulhento. Às vezes penso que os mais quietos descobriram que a melhor maneira de chamar a atenção das outras pessoas não é gritar, e sim sussurrar. O que faz todo mundo se esforçar um pouco mais para ouvir.”

Nós conhecemos Jam, uma adolescente que perdeu o namorado e ficou tão traumatizada que simplesmente não consegue superar. Seus pais concordam em a enviar para o Celeiro, um internato especial para alunos que são altamente inteligentes e frágeis. Todos no Celeiro passaram por algum tipo de trauma e lá eles são auxiliados a superaram seus problemas.

Tudo continua na mesma para Jam, envolvida em sua depressão profunda, até ser aceita em uma turma especial chamada de Tópicos Especiais em Inglês. Uma aula muito disputada e extremamente exclusiva ao ponto de receber de 5 a 6 alunos por semestre. Jam e mais quatro alunos são aceitos e é a partir do envolvimento com essa aula, os mistérios que cercam a matéria e seis meses estudando Sylvia Plath que a vida dela nunca mais será a mesma.

“Todos têm algo a dizer. Mas nem todos conseguem dize-lo. Seu trabalho é encontrar um meio.”

Como eu disse no começo, o livro não era nada do que eu imaginava e isso foi bom. Esperava uma história cheia de dramas e clichês, mas Redoma tem um tom mais sombrio e ainda assim, menos desolador. Cada jovem tem sua história e seus traumas, as formas como eles os enfrentam é que faz a diferença. A relação da literatura com a superação de cada um, para os amantes da literatura, é maravilhosa. E o final...

Eu adorei o final, tenho certeza que muitos vão odiar, mas eu amei. Acho que a Meg teve coragem de fugir do clichê ao apresentar uma narrativa mais simples e ao mesmo tempo bem louca para a psique humana. Sim, eu gostei e por isso o livro ganhou meia estrela a mais rsrs.

Sobre a edição, vocês já estão cansados de lerem meus elogios aos livros da Globo Alt e bla bla bla, minha única ressalva é que dessa vez algumas páginas vieram meio apagadas. Provavelmente na hora da impressão aconteceu algum problema e deu nisso, nada que impeça a leitura, mas para os perfeccionistas de plantão aka eu, isso incomoda rs. Ah, a minha é a primeira edição de 2015.

Bom, se você gosta de YA, quer ler um livro diferente e gosta de Sylvia Plath, fica aqui a minha indicação. Um bom livro e que vale a pena ser lido e conhecido.

“Descobrir o que outro ser humano sente, uma pessoa que não é você; dar uma olhada debaixo dos panos, por assim dizer. Um profundo olhar no interior. É isso que a escrita deve fazer.”

Até a próxima!