segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha #196 A Different Blue

Título: A Different Blue
Autor: Amy Harmon
Editora: Spencer Hill Press
Gênero: Romance, Nem Adult
Páginas: 454
Ano: 2013
Classificação: 5 estrelas

Sinopse: Blue Echohawk não sabe quem é. Ela não sabe seu nome verdadeiro ou quando nasceu. Abandonada aos dois anos de idade foi criada por um vagabundo, ela não frequentou a escola até que tivesse dez anos de idade. Aos dezenove anos, quando a maioria das pessoas de sua idade está frequentando a faculdade ou seguindo em frente com a vida, ela está apenas no último ano do ensino médio. Sem mãe, nem pai, nem fé, nem futuro, Blue Echohawk é uma aluna difícil, para dizer o mínimo. Resistente, dura e abertamente sexy, ela é o oposto completo do jovem professor britânico que decide que está pronto para o desafio, e coloca a encrenqueira sob sua asa. Esta é a história de um joão-ninguém que se torna alguém. É a história de uma amizade improvável, onde promove a esperança de cura e a redenção se torna amor. Mas se apaixonar pode ser difícil quando você não sabe quem é. Apaixonar-se por pessoas que sabem exatamente quem são, é o que torna impossível de retribuir.


Se você está numa maré de leituras ruins e precisa dar um up ou se quer continuar lendo ótimos livros um atrás do outro, então leia qualquer coisa da Amy Harmon! Após meu terceiro livro dela, posso afirmar que ela entrou no meu top 10 de melhores escritoras! Até o momento ela não me decepcionou e tenho fé de que vai continuar assim rsrs.

Mas vamos falar de A Different Blue, o motivo de vocês estarem lendo essa resenha! Pela sinopse eu tinha um pouco de receio de ler esse livro, não estava com vontade de ler sobre relações aluna/professor por ser um tema que não me atrai. Funcionou com Métrica, mas não com Loving Mr. Daniels, desde então evitei livros com essa premissa. Mas como era um livro da Amy, resolvi dar um chance e acertei!



Esqueça tudo o que você já leu sobre esse tema, Amy Harmon te leva por um caminho diferente e muito mais profundo.

Blue é uma garota diferente, quando tinha cerca de dois anos foi abandonada pela mãe na caminhonete de um homem – Jimmy. Ele a criou durante um tempo, se tornou um verdadeiro pai para Blue, mas um dia ele some e nunca mais é visto. Blue é deixada então com a irmã de Jimmy, anos depois elas descobrem o que aconteceu com Jimmy e isso muda a vida de Blue completamente.

Conforme vai crescendo, ela assume um novo estilo, roupas apertadas, atitudes grosseiras... veste a carapuça da “bitch” da escola. Até que um novo professor chega, Wilson tem um modo próprio de ensino e isso acaba envolvendo os alunos nos temas discutidos em sala. Blue é uma que não consegue deixar de se envolver e começa a enxergar em Wilson um amigo, a pessoa que a incentiva a ser melhor.

O que mais gostei no livro foi o caminho que a Blue precisou percorrer para se descobrir como pessoa, ela tinha diversos dilemas para serem resolvidos, desde a questão de quem ela era até enfrentar as consequências de suas decisões no passado. E nessa estrada ela tem o Wilson, eles vão mudando a vida um do outro, se influenciando mutuamente e aos poucos vamos nos apaixonando junto com eles... *-*.

“E eu fiquei maravilhada que ele havia se tornado meu amigo. Eu me perguntei se haviam outros homens como ele. Homens que amavam a história, carregavam lenços e abriam as portas para as garotas...”

A Different Blue é uma história linda, como a Blue é nativa americana, Harmon incorporou vários elementos da cultura indígena de lá e eu adoro isso, as lendas, contos e histórias são apaixonantes.

Se você nunca leu nada da Amy Harmon, você precisa corrigir isso nesse instante! Esse livro ainda não foi lançado aqui no Brasil, mas torço para que em breve a Verus o publique. Se você lê em inglês, trate de ir logo comprando seu exemplar e se apaixone por essa história, por Blue e Wilson e pela escrita corajosa da Amy Harmon.

“Eu continuo desejando que você tivesse uma vida melhor... Uma vida diferente. Mas uma vida diferente teria feito você uma Blue diferente. E essa seria a maior tragédia de todas.”


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